sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Cores
Quando abro realmente meus olhos,
sou obrigada a encarar,
a dura realidade que eu evitava com fervor.
Lágrimas transparentes escorrem,
penalizadas pelo mundo preto em branco em volta.
Caminhando perdida na solidão,
procurando algum ser diferente.
Alguém em que ainda reste algum fragmento de cor.
Que seja vermelho de paixão ou mesmo rosa de amor.
Mas nada, apenas preto em luto e branco em paz.
Meus olhos ardem, minha primeira impressão,
era de que eles ardiam de pena,
pelos pobres desgraçados.
Ou mesmo de sofrimento,
por estarem em um mundo tão infernal.
Eu estava enganada,
E cheguei a beirar a insanidade,
Quando vi ao longe algo parecido com o arco-íris.
Primeiro o verde de esperança,
ajoelhei-me no chão,
rezando a Deus para que me mantivesse sã.
Depois o amarelo de alegria,
gritei em desespero por medo de enlouquecer.
E por fim o azul,
azul do céu, azul do mar, azul do infinito.
Já não precisava viver neste mundo.
Quando meus olhos se fecharam,
Agradeci silenciosamente a Deus.
Realizei minha última viagem,
Fui conhecer o universo,
Elevei o cosmo,
Finalmente, tudo colorido.
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