domingo, 29 de novembro de 2009

Josy

Nossa história, bela história.
Que esteja no começo,
demore e desenrole no meio
e que tenha um belo fim.
Eu princesa, você rainha,
harmonia e igualdade.
Andando sobre sapatinhos de cristal,
de mãos dadas ao leu.
Assoviando junto à brisa do vento,
cantarolando ao pio dos pássaros.
Olhos reluzentes e encantadores,
dançando sob a luz de estrelas.
Noite de magia e sedução,
extravasando poções de alegria.
Bate sôfrego o coração,
enquanto fisgam-se seus olhos.
É meu rei, teu companheiro,
que lhe sufoca de paixão.
festejando sob a lua,
seu amor florescer.
Vou-me embora, vou-me logo,
que seu conto de fadas começou.
andando sobre sapatinhos de cristal,
que meu príncipe me aguarda.
eu princesa, você rainha,
meu rei teu companheiro,
meu príncipe, meu final feliz.

Filosofando.

É como fogo e água,
é como luz e escuridão.
Pra se libertar e poder pensar,
é preciso saber separar.
É o bem, é o mal.
Não importa o que dizem,
quero saber o que você pensa.
A chave está ao seu alcance,
abra os olhos, abra a mente,
pense e se liberte.
Mente livre, mente aberta,
mil e uma ideias.
O que você quer? Aonde quer chegar ?
Uma vez escolhida a meta,
você sabe por que caminho seguir.
Vá, vá em busca de seus sonhos,
vá em busca de você.
Vá logo ser feliz.

Para o Tiago, professor de Filosofia.

O Túnel

Entorpecido por uma dor que não existe,
Destruído por um amor não verdadeiro.
Agora caminho só como fantasma,
Acompanho o vento, abraço a escuridão.

Perdido entre sonhos e desejos do passado,
embrenhando-me numa selva de ilusão.
Tirando da alma antigos anseios,
matando pequenas vontades.

As lembranças se afogam, os pensamentos se vão
e as memórias se perdem em meu interior.
Afinal só tenho uma certeza,
Alcancei a luz no fim do túnel.

Ellie D'lhéu para a Morte.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SORRISOS

Sorrisos
26/11/2009 Ellie D'lhéu ( 1 ano e 6 meses da morte do Arthur. [Na verdade é amanhã.] )

A lua já vem chegando no céu,
Eu não vejo graça nela.
Não sem você aqui para admirar comigo.

Lembranças não confortam,
Felizmente o remorso também não me corrói.
É só uma ausência, um vazio.

Sentada no túmulo, olhando o epitáfio.
Eu ainda ouço o som das suas risadas,
Ainda posso ver o seu sorriso.

Eu tento encontrar você dentro de mim,
Eu já sei o que há aqui.
É dor, estou sofrendo por você.

Eu ainda ouço o som das suas risadas,
Ainda posso ver o seu sorriso.
Vejo as espadas reluzindo ao sol.

O Cavalo e o Cavaleiro,
A Espada e o Escudo.
A Donzela matou seu Príncipe.

A lua sorri tão bonita quanto você,
Conto de fadas sem final feliz.
Eu ainda ouço o som das suas risadas,
Ainda posso ver o seu sorriso.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

André de Botas

Eu chamo o nome dele,
eu peço o amor dele.

Vamos brincar de amar,
vamos brincar de amor.
Se eu ganhar,
a gente se beija.

Descobri suas maravilhosas qualidades,
me apaixonei por seus defeitos.

De tudo que vivi,
você foi mais do que imaginei ser capaz.

Eu não espero muito de você,
quase nada na verdade.

Eu amo suas botas roxas,
Eu amo seu sorriso cretino.

Vem aqui e me dá um beijo,
senão eu vou chorar.
Isso tudo é porque eu te amo.

Ellie D'lhéu
( sem nexo Dany )

sábado, 12 de setembro de 2009

Rock

Estou deitada sem dormir.
Maquiagem e olheiras,
borrando meus olhos cansados.
Esperando o telefone tocar,
esperando alguém que eu sei que não virá.
Seu perfume está impregnado no ar,
a sensação de seu beijo permanece em meus lábios.
Minha alma se atormenta,
mesmo sabendo que você está sorrindo por ai.
Coração burro,
que não se importa em quanta dor você causou.
Eu queria te odiar de uma maneira diferente,
de um jeito que ultrapassasse meu amor.
A batida na porta não me surpreende tanto quanto deveria,
nem mesmo seu rosto drogado.
Seu hálito fétido de álcool,
me enoja e embrulha meu estômago.
Poderia ser qualquer um de seus defeitos,
mas foi sua capacidade de dizer que ama.
Me deu coragem de abrir aquela gaveta,
retirar uma seringa e o devido conteúdo.
Sua falta de resistência foi repugnante,
posso jurar que você sorria enquanto dava o último suspiro de vida.
A vodca que retirei da suas mãos estava amarga,
mas o doce da vingança era mais forte.
Reconheci vagamente que em seu mp3,
tocava um rock agitado e melancólico.
Aquele que um dia foi seu preferido,
e que eu lembraria pra sempre.

Fantasia

Ela só tinha uma vaga noção do que seu professor de química gritava para a turma barulhenta.
Estava tão absorta no quinto volume de seu romance preferido.Quem visse a voracidade com a qual passava as páginas pensaria que era a primeira vez que ela o lia.Nem perto disso, já era a décima terceira vez.
Ela sentia uma necessidade desesperada de devorar as palavras e sentia como se estivesse dentro da história, juntamente com seu herói.
Alguns meses atrás, ela julgava impossível estar numa situação como essa. Já que não tinha nenhum tempo para ler e nem mesmo se interessava por livros.
Sua biblioteca mental se resumia a gibis, revistas de adolescentes e contos inúteis que era obrigada a ler por sua professora de português.
Não lera um livro sequer com mais de duzentas páginas, quem diria que iria ler um romance em cinco volumes com umas trezentas páginas cada.
O professor deu um berro tão alto, que o susto obrigou-lhe a fechar o livro e olhar para cima.
Seus olhos antes brilhantes e apaixonados agora estavam obscuros e raivosos.Ela estava furiosa com a interrupção logo no momento em que seu herói abandonava a mulher que amava para protegê-la do perigo.
Levantou-se bruscamente e fingiu cambalear se apoiando nas mesas com o livro escondido nas costas.
Colocou a mão na frente da boca e fingindo que estava prestes a vomitar, pediu licença ao professor e saiu apressadamente da sala esbarrando acidentalmente em alguém que subia as escadas.
Virando-se para pedir desculpas, reconheceu a responsável por sua paixão por leitura.
Algum tempo atrás ela esbarrara naquela mesma menina que parecia mais um vulto e que ela reconhecia vagamente da sua turma de laboratório.
A menina deixou cair um livro velho e esfarrapado - o mesmo que ela trazia agora nos braços - e quando ela abaixou-se para apanhá-lo a menina tinha desaparecido tão misteriosamente como aparecera.
Ela levou o livro para casa e como não tinha nada a fazer a noite, resolveu folhea-lo.
No dia seguinte comprou os quatro primeiros volumes e agora já os havia lido várias vezes.
A visão da menina causou-lhe um pavor repentino. Ela abraçou-se ao livro e desceu correndo as escadas e mesmo sem olhar para trás sabia que a menina estava em seu encalço.
Ela sentiu-se como a mocinha que fugia desesperadamente de seus algozes para encontrar-se com seu amor.
Ao passar pelos portões da escola correu para o meio da avenida e deteve-se um momento para constatar que a menina estava parada no meio fio.
Virou-se satisfeita e mal sentiu o choque do ônibus contra seu corpo frágil.
Girar a cabeça causou-lhe uma dor imensa e ela se imaginou a mocinha que fora capturada pelos vilões e agora queimava numa fogueira enorme, clamando por seu amor.
Ela olhou para a menina parada a alguns metros e decifrou sua expressão como tristeza por estar vendo-a queimar ferozmente.
As pessoas que se ajuntavam a sua volta eram para ela os algozes de sua história e suas expressões assustadas eram sorrisos diabólicos.
Ela começou a chamar - no que pensava ser um potente grito, mas não passava de um sussuro - o nome de seu herói enquanto as chamas a envolviam completamente.
Fechou lentamente os olhos, ainda pensando estar na história do seu livro e esboçou um sorriso.
Ela ficaria chocada se soubesse que a expressão da menina era apenas decepção por ver seu livro banhado em sangue.
A menina enfiou as mãos nos bolsos e sumiu mais silenciosa que sua própria sombra.


Dedicado à Márcia de Barros

Rafael para Márcia

Basta olhá-la para que meus olhos se turvem
e meu corpo formigue de desejo.
Meu lábios sangram,
eu gostaria que os dentes dela causassem isso,
não os meus próprios caninos.
Meu sangue não causa efeito em minha boca.
Ao ver sua pele pálida e sentir sua pulsação acelerada,
meus pensamentos se misturam bombardeados
por um prazer intenso.
Quando ela me toca e sussura em meu ouvido,
meu corpo se enrijece excitado.
Não posso resistir em matá-la,
segurando-a firmemente junto a mim,
enterro meus dentes em seu pescoço frágil.
Na explosão de dor e surpresa,
ela sussura 'eu te amo'.
Saciando minha sede de sangue e amor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Conexão Suicídio

Ele foi embora antes que eu pudesse beijá-lo.
Eu amo ele,
percebi como meus olhos levantaram-se involuntariamente ao soar do nome dele.
Esqueci de pensar nele quando a vi.
E eu também invejava o casal no banco ao lado.
Lembrei-me do meu amigo,
que roubou e partiu meu coração sem saber.
Pensei nesse próprio poema e nas dores da vida.
A matemática se esvaiu da minha mente depois de tanto esforço para coloca-la lá.
Invejei as crianças e o velho que passeavam por ali.
Sorri para a garota de roupas hippie que passou celebrando a natureza.
Continuei sentada,
sentindo o sol da tarde.
Olhei o menino de cabelos longos e All Star azul.
E finalizei este mesmo poema juntamente com minha vida mediocre.

Prazer



























Estou com vontade de amar,
quero que você me ame.
Quero que deseje minha carne
assim como eu desejo seu coração.
Lágrimas e suspiros misturam-se
na intensidade da minha paixão.
Em um momento de reflexão,
sei que te desejo por toda vida,
mesmo que essa vida dure apenas uma noite.
Penso em todos meus amores,
sei que de todos você é o ápice.
Sonhos de luxúria povoam minha mente,
enquanto acaricio sua foto na parede.
Meu coração bate desesperado em sua cavidade,
minha alma se reparte em dor e ressentimento.
Meu corpo se retorce de prazer
na simples menção de seu nome.
Clamo por você sofregadamente,
enquanto a faca fria desliza por meu pulso,
deflorando minha vida,
assim como um dia você deflorou meu corpo.

A menina do ônibus

Parecia que quebraria no momento em que eu a tocasse.Seu olhar atormentado quando eu ameacei passar na sua frente comprovava isso.
Seus dedos finos e longos pareciam cristal esculpido e seu rosto pequeno parecia ter olhos de boneca.
Sua calça nem se ajustava ao corpo tão magra era ela.
Olhava para todos os lados a todo momento com uma expressão de susto e horror.
Os cabelos estavam cortados a altura da cabeça e tinha no mínimo três cores distintas, predominando o vermelho.
Suas mãos se agarravam desesperadamente a uma pequena bolsa com símbolos japoneses, como se a qualquer momento alguém fosse arrancá-la.
Até que seus passos rápidos e desajeitados fizeram-na sumir na esquina mas próxima.
Da descida do ônibus até a virada da esquina, passaram-se apenas alguns segundos, até hoje eu espero vê-la.

Ignorância

Sopra uma brisa fresca de fim de tarde e quase já não se pode sentir os raios solares na praça repleta de árvores.
Ela observa encantada todas as pessoas que transitam a sua frente.Sorri alegremente perdendo alguns segundos para imaginar a vida de cada um deles.
Um jovem simpático e humilde que veio de uma cidade do interior para vender sua música na capital.Depois de muitos anos e tentativas frustradas, ele realiza seu grande sonho.
É o que ela pensa do cara com roupas amarrotadas que toca violão e fala de sua vida para uma câmera.
Olha com simpatia para o casal abraçado num banco a sua frente, sem sentir nem um pouco de inveja sabendo que logo estará tão feliz quanto ou mais que eles.
Confere as horas um pouco impaciente por seu amor estar meia hora atrasado. Mas não se importa muito por saber que ele em pouco tempo irromperá pela praça trazendo - quem sabe - um chocolate no bolso como pedido de desculpas.
Ela ficaria chocada se tivesse acompanhado o terrível acidente que aconteceu a poucos metros de distância na movimentada avenida.
Sua vida cheia de amor e felicidade impediu que ela ouvisse o choque dos dois carros e os gritos desesperados de pedestres logo atrás de si.
Ela esperava que seu amor chegasse logo, para que pudessem se abraçar e serem felizes para sempre.
Ela mudaeria de opinião se visse o corpo estirado na esquina banhado em caos e sangue.
Ou talvez ela ficasse alegre por saber que o cadáver trazia realmente um chocolate no bolso.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Festa no Cemitério

bruxas e duendes,
se reunem numa festa de macumba.
com olhos faiscantes e coração doentes,
exalam energias de sual almas odiosas.
princesas e crianças
dançam em volta da fogueira
no auge de sua ingênua burrice.
rugem os tambores demoníacos,
convidando almas transbordantes de paixões e
festejando cadáveres, apodrecidos em tumbas.
facas, feitiços, sangue e sorrisos maldosos,
dor, lágrimas e gritos.
princesas e crianças,
jazem em cima da fogueira,
que queima alegria, esperanças e sorrisos.
bruxas e duendes,
explodem como bombas,
inebriados em êxtase por sua doce vingança.

Capítulo Romano

O Diário da Bruxa.
18 de novembro de 1852.

Lágrimas? Sim.É exatamente isso que escorre em minhas faces.Agora eu só me pergunto qual sentimento faz elas surgirem.Maléfico ou benigno? Lembranças navegam livres por minha mente, e meus olhos se cerram decididamente quando uma delas se manifesta.É como se eu ainda pudesse sentir a mão espalmada chocando-se contra meu rosto.O horror que expandiu-se brutalmente dentro de minha alma e o rosto furioso e desvairado parado a minha frente.Parecia-me que estava diante de um monstro, um monstro de metros de altura.Pois eu estava caida no chão, aos seus pés, tamanha foi a força da bofetada que me acertou.O que mais me machuca e deixa-me frustada, é a tamanha futilidade que motivou tal agressividade.Apenas uma manifestação infantil de rebeldia e ela é fortemente reprimida com brutalidade excessiva.
Mas não se aflija Justine...Sim...Esse será seu nome agora, batizei-a no borbulhar da dor e da chama da vingança.Seras meu símbolo e o manifestar de minh'alma ferida.Essa situação não será contínua e quem dirá esquecida.Posso-lhe afirmar, apesar de um pouco de vergonha, que prefiro doces minutos de vingança, a eternos anos da felicidade do perdão.
O dia de hoje será lembrado, não por mim, pois um dia morrerei, não por outros, porque eles também irão.Mas sim por você, você que é minha representação e minha voz.Justine, o diário da bruxa.

domingo, 19 de abril de 2009

Passeio em Marte

Lágrimas, um olhar, um beijo.
Felicidade extrema, que colore minha alma.
Mãos entrelaçadas, passos calmos.
Pisando sobre estrelas, admirando planetas.

Uma pequena parada em Marte.
Grande, majestoso, bonito.
Vermelho. Paixão, sangue e desejo.
E quando nossos corpos de aproximam,
são como fogo e gelo se atraindo.
Cada célula do meu corpo pulsa 
com o calor exorbitante.
Cada centímetro da sua pele se arrepia
com o frio excessivo.
Dor e prazer chocando-se incessantemente
numa dança de vida e morte.
Sobre o chão inabitado do Planeta Vermelho,
nos amando a luz de estrelas, estrelas estilo cadente.
De todo meu ser, de toda minha existência,
agora, depois e sempre.
Nos amar no nosso universo,
no nosso mundinho particular.
Tempo e espaço, sem limites.

E voltando a nossa Terra,
a nossa linha do horizonte,
fronteira dos mundos.
Deixando para trás o vulto cor de vinho,
nosso ninho de amor.
Dentro de você, lembranças,
e de mim, esperanças.

O último olhar, não importa.
Você me fez feliz para minha eternidade.
A sinceridade está no brilho dos olhos,
nos seus olhos que brilham,
assim como as estrelas pelas quais caminhamos.

Pequenos Instantes

Vem me fazer amor,
me leve para ver estrelas.
Você desencadeia um furação dentro de mim,
há fogo queimando cada célula do meu corpo.
Meus olhos vesgos de prazer só distinguem seu rosto,
minha voz sussurante só profere seu nome.
Suas mãos são pedras de gelo em minha pele fervente,
seus beijos são oxigênio para meus pulmões sufocados.
Meus neurôrios pulsam a mil por hora,
mas o único pensamento que formulam é sobre você.
Dor e prazer se chocam incessantemente,
porque tenho consciência de que você está aqui agora,
mas sumirá no momento seguinte.
Me deixe sonhar mais um pouco,
me toque de novo e novamente.
O ar entra sofregadamente em meu peito dolorido,
meus olhos focam aos poucos a realidade,
minha voz ganha firmeza,
minha temperatura está estável,
meus pensamentos são cristalinos.
No canto do quarto,
alguém olhando a janela,
com um cigarro aceso entre os dedos.
E em mim, apenas doces e distantes lembranças,
e o frio, sinto muito frio.
Meu corpo ainda está quente,
a frieza vem da sua indiferença.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A maldição


Meus olhos nus e desprotegidos,
vêem diante de si a realidade.
Ó, e que cruel realidade,
mesmo a esperança já não existe mais.
Perdidos, amedrontados, acuados
buscam nas lágrimas algum consolo.
Mas nem elas podem ajudar,
um mundo que perdeu-se no vácuo.
Só restam corpos sem alma,
inundados pelo veneno do pecado.
Sofrimento não é considerado ruim,
pois ninguém conhece nada além dele.
Muitos se entregam, se desesperam,
mas sábios são aqueles que desistem.
Deus é uma palavra desaprendida por muitos,
mas os que desistem, sabem quem ele é.
Aqueles que renegam esse mundo amaldiçoado,
o conhecem, o vêem, vivem de suas graças.
Meus olhos já não suportam mais,
o joelho que se bate ao chão,
preces murmuradas entre suspiros,
e enfim, meus olhos encontram a paz.
Apenas um fio vermelho corre ligeiro pelo corpo, ainda quente,
mas sem vida.

Corpo, mas não alma.


Vida sem sentido,
olhos perdidos no vazio.
Tristeza, solidão, carência
e tantos outro sentimentos,
que cruéis se misturam em mim.
Em cada canto, em cada espaço,
busco sem sucesso, respostas.
Acho que já é hora de desistir,
esta pois, torna-se minha
última palavra, minha última lembrança,
de um mundo que não se encaixou em mim.

Arthur ?


E é você que eu quero,
e é você que eu amo.
Basta parar por um momento,
que você já penetra em minha mente.
Meus olhos se perdem tanto em você,
que palavras somem de minha boca.
Quando suas mãos me tocam,
meu corpo se exalta em calor.
E é só pensar em você,
para saber que é a pessoa certa.
Você é o único garoto que faz
meu coração bater rápido e devagar.
Mas ficar perdida em sonhos,
já não é suficiente para mim.
Por mais que eu te ame,
não vou viver de iusão.
Vou abrir os olhos e seguir em frente.
Mas sem jamais esquecer,
que você foi meu grande amor.

Questione.


Você já se perguntou onde errou ?


Já parou pra pensar um momento sequer nas pessoas a sua volta ?

Mesmo quando aquela pessoa lhe disse que não é nada, já tentou ir mais a fundo e descobrir porque as lágrimas ?

Já pensou se corresponde de maneira satisfatoria ao amor que lhe é oferecido ?

Já pensou qual a sua parcela de culpa naquela briga ?

Já tentou decifrar os textos, as expressões, a voz daquela pessoa ?

Já pensou que talvez aquela pessoa precise mais de você, do que você dela ?

Já pensou que talvez ela te trate de maneira rude porque está sofrendo ?

Já pensou que talvez a vida tenha sido tão dura com aquela pessoa que ela não sabe ser de outro jeito senão amargurada ?

Já tentou se colocar no lugar do outro e tentar compreende-lo em vez de julga-lo ?

As vezes a vida pode ser cruel com você, mas com certeza, ela é pior para outros.Devemos por mais difícil que seja, superar as dificuldades e procurar ajudar aqueles que estão mais desesperados e desesperançosos que nós.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Insatisfação.


A gente vai se revoltar,
dizer oque pensa.
O mundo é mais que isso.

O comodismo não vai ajudar ninguem,
se não der pra mudar,
nos vamos fazer de novo.

Vamos ter atitude,
desenvolver consciência.
Assim não vai ficar,
tudo pode ser melhor.

Faça o que for, mas não se omita.
Chame a atenção, mostre que você está aqui.

Grite, chora, brigue, ria.
Destrua e faça melhor.
O mundo é seu, o mundo é nosso,
isso tudo te pertence.

Faça sua existência valer a pena,
revele sua personalidade.

Somos o futuro,
vivemos no presente,
e vamos fazer a diferença.