sexta-feira, 25 de junho de 2010

Coração de Cristal

Vento...não simples brisa, vento forte.
Vento que me envolve, me faz companhia,
junto com meus pensamentos e lembranças.

Eu era apenas uma pequena menina,
de coração grande e sensível.
Eu te acolhi e te trouxe para meu mundo.

Eu acreditei em suas juras de amor,
e te mostrei o melhor de mim.
Deixei sua paixão me seduzir,
e suas mentiras me conquistarem.

De tudo eu fiz,
e todas as suas batalhas bravamente lutei.
Por você eu fui até o fim do horizonte,
te trouxe ouro do arco-íris.

Você se foi e quebrou meu coração.
Tão despedaçado, impossível reconstruir.
Com o sopro de vida que me resta,
só posso deixar que as lágrimas escorram livremente.

Da Ellie D'lhéu com um carinho especial para Aline Kelly Chaveiro.

Pseudo Amor

Tantas vezes eu acreditei que fosse o amor, que tinha me agraciado com
sua visita... Me decepcionei, chorei e sofri.
Então, pelo bem do meu coração. Tentei navegar em sentido contrário,
confrontando correntezas da vida.
Eu deixei de procurar o 'verdadeiro amor' em troca da esperança de
conhecer a felicidade. Eu só não percebi, que não importa o que faço. A
paixão sempre está pronta e por perto, para seduzir meu coração.
Entreguei-me mais uma vez, de olhos fechados. Para você, que tinha tudo
de diferente possível e que contrariava toda minha ideologia. Eu fiquei firme por confiar que sua diferença seria a minha vitória.
Eis meu erro, nenhum momento eu poderia ter esquecido, que você como
outros é um ser humano. Tudo acabou como das outras vezes, coração em
pedaços e lágrimas nos olhos. Em todas as outras grandes histórias eu
pude acalentar meu coração, mesmo que por poucos instantes, fazendo-o
crer que dessa vez, ele tinha conseguido. Mas agora, eu vejo como me
autodestrui vendando a mim mesma e me autoafirmando com verdades
que jamais existiram.
Que não seja pra sempre, que seja difícil. Mas que nunca seja sem a ilusão
do amor.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu conheço sua face.

Me conhece bem, aquele que me vê por
dentro, que compreende as lágrimas por
trás do meu sorriso.

Que sabe que os textos nas últimas páginas
do meus cadernos, não são fictícios e guardam
minha realidade e meus sentimentos.

Eu não quero sair mais cedo para descansar,
estou triste e preciso chorar longe de todos.

Não estou cansada porque estudei muito,
estou cansada porque tive insônia a noite,
meus pesadelos não me deixaram dormir.

Eu tenho medo do escuro, vejo monstros.
Meus ursos de pelúcia me protegem,
tenho cactos na janela.

Você sabe disso, porque você me ama,
conhece minha dor.

Porque mentir para mim mesma?
Você nem mesmo sabe amar,
e também não sabe que eu amo você.

Dedicado ao Leandro.

As árvores balançam velozmente seus galhos.
O barulho dos bichos agitados,
Mistura-se com o da forte correnteza.

O inverno trouxe consigo
Ventos repletos de melancolia e nostalgia,
E eles me envolvem intensamente.

Eu ouço gemidos, suspiros e até gritos.
Sonhos, desejos e pesadelos;
De quem não anda mais por essas terras.

Tudo isso não é sufiente para me ajudar,
Para disfarçar a dor imensa que sinto.
Meu coração pulsa incansavelmente,
Apesar da tristeza que o oprime.

Dores de amores passados,
Que me atormentam por onde quer que eu vá.
Ainda existe o bem e a esperança.
Mas agora, só quero solidão.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Enfermeira

Ela chorou. Mais uma vez.
Mas suas lágrimas não eram vazias,
e nem foram derramadas em vão.

Ela chorou de cansaço.
Por todas as batalhas lutadas,
pela guerra perdida.

Ela chorou de dor.
Por todo o sangue derramado,
pelos cadáveres espalhados.

Ela chorou de desespero.
Por toda alma que não pode salvar,
pelos inocentes assassinados ainda de olhos fechados.

Tudo ela fez, tudo ela tentou.
Não era apenas uma enfermeira,
largada em um campo de batalha.

Era um anjo, uma mãe.
Tudo ela fez, tudo ela tentou.

Não se sabe se é compensador,
mas foi com um olhar de paz,
que ela deixou de ouvir as explosões.

( Dedicado especialmente a TJ A. )