terça-feira, 22 de junho de 2010

A Enfermeira

Ela chorou. Mais uma vez.
Mas suas lágrimas não eram vazias,
e nem foram derramadas em vão.

Ela chorou de cansaço.
Por todas as batalhas lutadas,
pela guerra perdida.

Ela chorou de dor.
Por todo o sangue derramado,
pelos cadáveres espalhados.

Ela chorou de desespero.
Por toda alma que não pode salvar,
pelos inocentes assassinados ainda de olhos fechados.

Tudo ela fez, tudo ela tentou.
Não era apenas uma enfermeira,
largada em um campo de batalha.

Era um anjo, uma mãe.
Tudo ela fez, tudo ela tentou.

Não se sabe se é compensador,
mas foi com um olhar de paz,
que ela deixou de ouvir as explosões.

( Dedicado especialmente a TJ A. )

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