domingo, 19 de abril de 2009

Passeio em Marte

Lágrimas, um olhar, um beijo.
Felicidade extrema, que colore minha alma.
Mãos entrelaçadas, passos calmos.
Pisando sobre estrelas, admirando planetas.

Uma pequena parada em Marte.
Grande, majestoso, bonito.
Vermelho. Paixão, sangue e desejo.
E quando nossos corpos de aproximam,
são como fogo e gelo se atraindo.
Cada célula do meu corpo pulsa 
com o calor exorbitante.
Cada centímetro da sua pele se arrepia
com o frio excessivo.
Dor e prazer chocando-se incessantemente
numa dança de vida e morte.
Sobre o chão inabitado do Planeta Vermelho,
nos amando a luz de estrelas, estrelas estilo cadente.
De todo meu ser, de toda minha existência,
agora, depois e sempre.
Nos amar no nosso universo,
no nosso mundinho particular.
Tempo e espaço, sem limites.

E voltando a nossa Terra,
a nossa linha do horizonte,
fronteira dos mundos.
Deixando para trás o vulto cor de vinho,
nosso ninho de amor.
Dentro de você, lembranças,
e de mim, esperanças.

O último olhar, não importa.
Você me fez feliz para minha eternidade.
A sinceridade está no brilho dos olhos,
nos seus olhos que brilham,
assim como as estrelas pelas quais caminhamos.

Pequenos Instantes

Vem me fazer amor,
me leve para ver estrelas.
Você desencadeia um furação dentro de mim,
há fogo queimando cada célula do meu corpo.
Meus olhos vesgos de prazer só distinguem seu rosto,
minha voz sussurante só profere seu nome.
Suas mãos são pedras de gelo em minha pele fervente,
seus beijos são oxigênio para meus pulmões sufocados.
Meus neurôrios pulsam a mil por hora,
mas o único pensamento que formulam é sobre você.
Dor e prazer se chocam incessantemente,
porque tenho consciência de que você está aqui agora,
mas sumirá no momento seguinte.
Me deixe sonhar mais um pouco,
me toque de novo e novamente.
O ar entra sofregadamente em meu peito dolorido,
meus olhos focam aos poucos a realidade,
minha voz ganha firmeza,
minha temperatura está estável,
meus pensamentos são cristalinos.
No canto do quarto,
alguém olhando a janela,
com um cigarro aceso entre os dedos.
E em mim, apenas doces e distantes lembranças,
e o frio, sinto muito frio.
Meu corpo ainda está quente,
a frieza vem da sua indiferença.