Mundo, quem foi que disse que eu posso contra você?
Porque motivos enfrenta-me cada dia mais?
Você me dá dificuldades para que eu seja forte?
Não é bem assim quando você me derruba a cada vez que eu me levanto.
Você me dá dúvidas para que eu tenha confiança?
Fazer com que eu descubra mentiras não é isso.
Você me dá rejeição para que eu conheça o amor?
Quebrar corações só torna mais difícil me fazer amar de novo.
Então me diga Mundo, em que momento você decidiu saber o que é melhor pra mim e colocar em minha vida situações que me enfraquecem? Eu nunca serei pária para você. Eu me rendo. Você é capaz de entender isso?
Cada amor não correspondido, as mentiras, as traições, toda essa dor, não me fez uma pessoa melhor Mundo.
As vezes eu só não sabia o que fazer, outras vezes eu sabia que simplesmente tinha que continuar. Mas o que você não vê, é que eu já era melhor antes. Cada coisa que se mudou em mim, era o que me fazia eu.
Mundo, você criou em mim um escudo. Um escudo grosso, frio e pontiagudo. Que não deixa coisas ruins entrarem, que não me permite mais ser ferida. Mas Mundo, as coisas boas também ficaram lá fora. Você me tirou a dualidade da vida, me deixou sozinha, presa em um mundo de uma pessoa só.
Qual é o sentido de fazer-se forte e preparado para tudo isso, se você desaprende a diferenciar? Mundo, de criança você me fez mulher, num arranque tão rápido, que não sobrou tempo para eu recolher e levar comigo minhas boas lembranças.
Eu gostaria da dor, se pudesse sentir alívio depois. Eu queria chorar, se tivesse uma mão para recolher minhas lágrimas. O frio seria bom, se um abraço me aquecesse depois.
Eu abdico de você Mundo. E sinto muito, mas a dualidade está em você também. Adeus Mundo e por consequência Adeus Vida.