sábado, 12 de setembro de 2009

Rock

Estou deitada sem dormir.
Maquiagem e olheiras,
borrando meus olhos cansados.
Esperando o telefone tocar,
esperando alguém que eu sei que não virá.
Seu perfume está impregnado no ar,
a sensação de seu beijo permanece em meus lábios.
Minha alma se atormenta,
mesmo sabendo que você está sorrindo por ai.
Coração burro,
que não se importa em quanta dor você causou.
Eu queria te odiar de uma maneira diferente,
de um jeito que ultrapassasse meu amor.
A batida na porta não me surpreende tanto quanto deveria,
nem mesmo seu rosto drogado.
Seu hálito fétido de álcool,
me enoja e embrulha meu estômago.
Poderia ser qualquer um de seus defeitos,
mas foi sua capacidade de dizer que ama.
Me deu coragem de abrir aquela gaveta,
retirar uma seringa e o devido conteúdo.
Sua falta de resistência foi repugnante,
posso jurar que você sorria enquanto dava o último suspiro de vida.
A vodca que retirei da suas mãos estava amarga,
mas o doce da vingança era mais forte.
Reconheci vagamente que em seu mp3,
tocava um rock agitado e melancólico.
Aquele que um dia foi seu preferido,
e que eu lembraria pra sempre.

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