domingo, 19 de junho de 2011

Myself

Hoje, eu me arrependi.
De quase tudo, quase cheguei a me arrepender de ter vivido.
Eu fiz tantas coisas ruins que poderia me exorcizar de mim.

Ninguém sabe como é, ser o homem mal. ♪

São tantos pecados para borrar a minha história
que eu não consigo mais distinguir a humanidade que existe em mim.
Se é que eu ainda poderia ser humana.
Eu sei que sou, porque monstros não choram.

E ninguém sabe como é, ser odiado,
Ser destinado, a contar só mentiras... ♪

Me pediram coisas tão simples, como amar.
E eu mergulhei na escuridão,
aonde estou afogada até hoje.

Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser ♪

A podridão que se instalou na minha alma
mantem todos longe.
Ninguém é capaz de me amar,
porque ninguém pode amar o vazio.

Meu amor é a vingança que nunca é livre ♪

De alguma forma, essa casca de ilusão me esconde,
essa máscara que protege o mundo da minha obscuridade.
Todos morreriam se pudessem ver o que está dentro.

Ninguém ferroa tão ferozmente, em sua ira
Nenhuma das minhas aflições ou dores.. podem transparecer ♪

É isso que meu interior, minha alma faz.
Ela mata e destroi.
Suga as coisas boas
deixa os cadáveres largados por ai.

Quando meus punhos cerrarem, abra-os até quebrar...
Antes que eu os use e perca a calma. ♪

Eu estou presa em mim,
presa a tantas sombras,
que eu não posso mais me enxergar.

Quando eu sorrir, me dê algumas notícias ruins...
Antes que eu sorria e aja como um tolo. ♪

Talvez monstros chorem.
E monstros deveriam morrer.

E se eu beber de algo maligno;
Enfie seu dedo na minha garganta. ♪

D. Oliveira

Música: Behind Blue Eyes - The Who

Um comentário:

Unknown disse...

Simplesmente muito bom :D Parabéns Dani! ;*