Se me fossem chamar de algo seria dissimulada.
Se eu te amo, não te tenho.
Se não te amo, não te perco.
Se não te amar, não vou te ter.
Se eu te amar, também não.
Escolheram-me com a pior das maldições.
Aquilo que eu quiser, eu vou ter.
Aquilo que eu tiver, eu vou perder.
Aquilo que eu não quiser, eu não vou ter.
Aquilo que eu não tiver, eu posso querer.
Escolheram-me com a pior das maldições.
Quem me amar, não será correspondido.
Quem eu amar, não me corresponderá.
Quem eu corresponder, deixará de me amar.
Escolheram-me com a pior das maldições.
Vou me entregar à paixões de uma noite só.
Assim o amor não poderá me encontrar.
Ele não vai te tirar de mim por te amar só um pouco.
Se me fossem chamar de algo seria dissimulada.
Vou amar a todos quanto puder.
E eu vou te amar e você vai me amar.
Nós vamos nos amar até o amanhecer.
Se me fossem chamar de algo seria dissimulada.
Eu nunca ficarei sem amor ou sem amar.
Nunca terei o mesmo amor.
Você nunca me amará de novo.
Eu nunca mais amarei alguém.
Escolheram-me com a pior das maldições.
Se me fossem chamar de algo seria dissimulada.
Descrevendo a maldição. 16/06/11 D. Oliveira
( Esse texto é dedicado à alguém, mas eu me recuso a citar nomes posto que eu só descobri que foi feito para ele depois de já ter lançado as palavras no papel. )
Nenhum comentário:
Postar um comentário