As vezes nós ficamos infelizes com nossa monótonas vidas, muitas vezes por motivos fúteis, nessas horas acabamos contando a nossa vida como gostaríamos que fosse, e não como ela é.Até certo ponto isso é normal, todo mundo aumenta um ponto quando conta um conto.O problema, é que eu faço isso o tempo todo. Eu não sou insatisfeita com minha vida, eu sou infeliz. Esse não é o maior problema, oque realmente me afeta e me atormenta, é nao saber o que me deixa assim. Desse modo não posso expressar para as pessoas e para mim mesma oque me faz triste, tornando-me assim uma garota problemática e frustada. Desse jeito a única solução que me resta é inventar; inventar a minha vida com a perfeição que eu desejo que ela seja realmente, o problema nisso é que me entrego totalmente a um mundo de total fantasia e maravilho-me tanto com esse mundo que esqueço de viver a realidade, e me envolvendo tão profundamente com esse mundo fantástico levo-me a mentir compulsoriamente para poder encarar a dura realidade.Mas por trás desse mundo maravilhoso esconde-se a frustação causada pela insatisfação de não consiguir realizar-se, não consiguir ser alguém, tudo isso deve-se a falta de compreensão, como se esse mundo em que se vive fosse uma farsa. Pra mim é sim, a realidade é apenas um mundo surreal, o mundo inventado, o mundo da fantasia, conforta minh'alma, me faz sentir que vivo num mundo verdadeiro, me enganando, afogando-me cada vez mais no mundo fantasia. Enquanto a alma do ser pertubado não encontrar compreensão no seu mundo principal irá se isolar no seu mundo mental, podendo ser considerado completamente insano no mundo real, enquanto no seu mundo interior ele é simplismente o soberano, controlando tudo o que bem entender; e como nem o mais louco insano está livre das ambiçoes dos homens, ele se entrega por completo ao mundo-fantasia, pois acabou compreendendo sozinho que o mundo em que ele tem total controle é bem mais aconchegante do que o mundo em que se encara a realidade sem poder mudá-la.
Este texto não refere-se a uma pessoa que se doou a insanidade e sim a alguém que se mata aos poucos em busca de compreensão.
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