Ela não foi a primeira, está longe de ser minha última. Mas sua coragem e sinceridade lhe deram o direito de preceder os demais.
" 71 anos eu tinha, dos quais 23 passei dormindo. E outros, quase todos desperdicei. Não sei como morri, mas sei porque, todos nós morremos e não nos cabe escolher a hora. Mas eu me revolto, me rebelo e revogo meu direito à vida. Por minha própria culpa e responsabilidade.
Todos os dias prometi que amanhã faria algo. Meus ontem foram preenchidos com vazios, meus hojes com promessas e meus amanhãs não chegaram. Meu coração se partiu, cansou-se de bater. Agora estou morta
para vocês, mas morta não estou. Meu corpo perece em uma cova, mas a essência ainda por aqui vaga. Meus gritos não são mais ouvidos, mas meu tormento ainda pode ser sentido. Embora eu vou, sem uma segunda chance e sem saber se existe futuro. "
Emily, assassinada com um tiro no peito entre 1980 e 2000.
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