a morte caminhava livre pelas ruas.
Corpos putrefados compunham a paisagem.
Os poucos vivos, zumbis,
sucumbiam à maldição.
Dragões despidos de sua glória,
devoravam vorazmente carne decomposta.
Ele veio banhado em humildade,
chorou pelo mundo arruinado.
Ergueu-se, olhou-os profundamente.
Era um mago, grande bruxo.
Que em coração não era mais
que uma pequena criança.
Lutou, tentou e acreditou.
Da ponta de sua varinha,
saiu luz, paz e esperança.
Ele deu vida ao mundo,
mas a sua própria,
foi extinta.
Ellie D'lhéu
Dedicado a um dos bruxos da minha vida, Guilherme Bruno
20-05-2010
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