Se existe um mundo que a maioria dos humanos ignora, era nele que Lenie, apelido carinhoso usado por seus amigos, passava a maior parte de seu precioso tempo.
Ao final de tudo, ela estava com 17 anos. Mas suas sutis diferenças foram surgindo logo aflorou seus 15 anos. Ela vivia de maneira intensa, incompreensível para mim. Ela amava a vida, odiava o mundo. Admirava as pessoas e desprezava a humanidade.
Ela compreendia emoções em sua totalidade, ela sempre tinha um ângulo diferente para ver todas as coisas. Tinha também algumas ideias estranhas, que foram rapidamente suprimidas quando minha mãe ameaçou interná-la numa clínica psicológica. Lenie odiava psicólogos, ela tinha um verdadeiro terror deles.
A mente era um campo nebuloso com qual Lenie se dava muito bem. Ela tinha uma sintonia tão grande com tudo a sua volta, que as vezes eu chegava a imaginá-la como uma planta.
Quando algumas pessoas maldosas começaram a comentar sobre o comportamente de Lenie, ela se alterou tão bruscamente, que todos simplesmente esqueceram sua fase esquisita. Isso era só o que eles pensavam. Ela podia ser uma adolescente normal e entediante como todas as outras, mas eu sabia que algo diferente acontecia.
Lenie não largava seu diário por em sequer momento, e eu sempre ouvia-a conversar com alguém em seu quarto.
Finalmente, no dia vinte e sete de fevereiro, todos nós comprovamos que ela não se encaixava muito nos padrões.
Lenie morreu com a cabeça decepada pregada nas mãos. Como se ela tivesse arrancado a própria cabeça. Bem criativo nos convém admitir.
Foi algo premeditado e bem elaborado. Eu ainda não creio que ela tenha feito tudo sozinha, mas os legistas disseram ser totalmente possível.
Ela fez uma forca com dois encaixes de lâminas super afiadas, pregou os lábios com durex para quando seu corpo fosse encontrado não tivessemos a impresão de que ela morreu sofrendo. Lenie deixou bem claro que morreu feliz, e sorrindo.
Enfim... sangue para todo lado, um cadáver repugnante e muitas lágrimas.
O interessante, foi que em uma página de seu diário, sempre fora meu sonho lê-lo, havia uma frase '' Todo fim é um novo começo! " e logo abaixo três gotas de sangue, cada uma embaixo de um nome que vocês saberão mais tarde.
Isso fez com que eu me atormentasse por meses, e por fim, decidi transcrever do diário de Heleine, suas aventuras com os donos desses três anos.
Não precisam julgá-la, ou tentar entendê-la, só acredito que era de vontade dela que pessoas conhecessem sua história.
Tudo isso mudou o rumo de minha vida, eu me emcionei e percebi a intensidade que há em uma vida... Espero que faça alguma diferença também na vida de vocês.
Hannah.
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